Choque de cultura

Fala, Méliuz!
PUBLISHED: dezembro 22, 2017

Olá, queridos amantes da sétima arte de todo o país! A referência no título ao excelente programa do YouTube de mesmo nome é gratuita, mas resume perfeitamente o que eu quero trazer aqui. Você já deve ter visto em outros textos aqui do Por Dentro do Méliuz, ou até mesmo assistindo nossos blogueirinhos explicando os pontos da nossa cultura em vídeos, o que pode levar você a se perguntar: isso é apenas marketing ou nós realmente vivemos isso? A fim de tirar essa dúvida, me permita contar, com o mínimo de seriedade possível, um pouco do meu primeiro ano de Méliuz.

Um pouco mais de um ano atrás, eu fui contactado pelo – na época – professor da UFAM e atual CTO da empresa, Arilo Dias-Neto, a fim de fazer parte da iniciativa Méliuz – Sede Manaus. Confesso que, na época, eu havia ouvido falar da empresa apenas uma vez, em uma aula, e não me lembrava de quase nada, por ter cochilado durante boa parte da apresentação. Passadas algumas reuniões para entendermos qual eram os objetivos dos sócios-fundadores para o grupo de engenheiros de software que estava sendo formado ali, decidi topar o desafio, frase que sempre precede as piores decisões tomadas pela humanidade, mas, no meu caso, foi a decisão mais acertada que já tomei na vida. Em outubro de 2016, comecei a trabalhar como desenvolvedor front-end, que em bom português se resume a pessoa que desenvolve a experiência que você vê no nosso site. À medida que o tempo foi passando, o grupo recém-formado por 13 desenvolvedores foi ganhando entrosamento e dois sentimentos me tomavam.

Primeiro, eu sentia que era o gavião-arqueiro do time, lutando com o “arco e flecha” do meu período de graduação, enquanto haviam mestres e doutores ao meu redor. “O que eu poderia adicionar ao time?” – me perguntava, enquanto tentava criar uma estratégia para não ser demitido durante o período de experiência. Mas, sobre isso, o Kevvin fez um excelente texto que resume bem essa sensação. Mas, o que quero focar aqui é o segundo sentimento: eu irei me encaixar com a cultura da empresa?

O trecho acima já deixa claro o quanto eu achava que não me encaixava com o ponto “Equipe fora da curva”, mas nos outros eu também não sentia um encaixe perfeito. Um bom exemplo disso é o “espírito empreendedor”. Um pequeno easter-egg: a aula onde ouvi falar pela primeira vez do Méliuz era de empreendedorismo. A partir disso, você pode imaginar o quão fora de sincronia eu me sentia em relação a esse ponto. O importante é que, a partir do primeiro dia de trabalho, vivendo aquilo diariamente, de descrente virei propagador dessa cultura.

Obviamente o início não foi dos mais fáceis, afinal, a falta de experiência profissional, correria das mudanças frequentes de uma startup e, mais importante, a convivência com pessoas muito diferentes umas das outras e de você, não é como a construção de uma estrela da morte e leva bastante tempo e esforço. Porém, o que aprendi foi que todos os pontos da cultura existem por um motivo e a falta de apenas um deles já colocaria tudo por terra. Afinal, nada é impossível para nós porque termos uma grande família, recheada de pessoas fora da curva e com espírito empreendedor, focada em priorizar e simplificar a criação de produtos que irão proporcionar a melhor experiência de ganha ganha ganha, trazendo clientes para a vida toda.

Um ponto especial na nossa cultura, que eu preciso destacar e, provavelmente, de maior impacto para mim, é a grande família. Em agosto desse ano, eu decidi topar o desafio pessoal de morar em Belo Horizonte, e eu não sabia o que esperar dos trem que Beagá iria me proporcionar, fraga? Além de conhecer poucas pessoas de fora do Méliuz na cidade, eu não conhecia quase ninguém do próprio Méliuz. Afinal, mesmo com todos os recursos tecnológicos para encurtar as distâncias, os 2556 Km de distância entre BH e Manaus não ajudam muito. Mesmo com todos esses fatores, a partir do momento que eu saí da cabine do avião, eu fui tão bem recebido que fiquei com a impressão de sequer ter saído de casa. Inicialmente, eu achei que eram os 34ºC em Belo Horizonte no momento que cheguei na cidade, mas era algo maior que isso. As pessoas eram diferentes, mas ainda era o Méliuz, o meu Méliuz. Isso é algo que transcende o ambiente profissional, o que me impressiona ainda mais sobre a nossa cultura.

Enfim, seja ajudando a colega que pede para que eu suba imagens no site ou até o CEO que traz demandas de produtos completamente novos, eu sempre sinto que estou ajudando na construção de algo maior, contribuindo para que nós possamos construir a melhor experiência de cashback para você. E isso não seria possível se nós não vivêssemos a cultura do Méliuz diariamente.

Saymon Souza
Time de Engenharia

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