Como eu vim parar aqui?

Fala, Méliuz!
PUBLISHED: dezembro 19, 2017

Toda vez que alguém me conhece e sabe que vim lá de São Paulo, de uma cidadezinha do interior que fica a 13 horas (de ônibus) de Belo Horizonte, me pergunta “por quê?”.

Tudo bem, hoje reconheço que parece um pouco loucura, mas vou contar para vocês o que é que me deu na telha.

Vamos voltar lá em 2014, quando eu estava fazendo cursinho pré-vestibular e não sabia ainda o que queria cursar. Minha única certeza naquela época era: quero sair de casa (desculpa mãe, desculpa pai). Eu realmente pensava que era a hora de eu passar por essa experiência para crescer e enfrentar todos os desafios dessa aventura – me inspirei muito nos perrengues do meu irmão, que já tinha saído de casa, e pensei: “eu preciso saber fazer isso sozinha”.

Mesmo não tendo certeza do que eu queria fazer na faculdade, já sabia que tinha mais afinidade com os cursos de humanas. Depois de muitas pesquisas e conversas com profissionais da área, decidi que queria fazer publicidade, mas ainda estava um pouquinho insegura. Então, procurei por universidades que me permitiam permear pela comunicação (jornalismo, relações públicas e publicidade). Pesquisei sobre toda a estrutura das universidades e pedi ajuda para minha cunhada, que estudava em uma universidade federal e, na minha opinião, saberia me ajudar a encontrar a melhor opção. Na época, ela estava fazendo um intercâmbio e conversou com outros brasileiros que também estavam por lá. Ela praticamente fez um relatório de prós e contras das universidades que tinham meu curso. Sério! No fim das contas, ela me indicou a UFMG.

Nem eu, nem ninguém da minha família tinha sequer pisado em Belo Horizonte, mas mesmo assim, me inscrevi no vestibular. Para minha surpresa (mesmo), passei e, sem titubear, arrumei minhas coisas e falei “partiu, BH”. Eu vou ser eternamente grata aos meus pais por terem me perguntado se eu tinha certeza disso e por terem me apoiado nessa loucura. No dia seguinte, entramos no carro e viemos para Minas, seguindo o GPS única e exclusivamente.

Por sorte, eles tinham conhecido um casal em uma viagem, que me ajudou a encontrar um lugar para morar aqui em Belo Horizonte. Depois de vários perrengues com aluguel de apartamento e divisão de gastos com outras pessoas, em meio ao início do semestre, finalmente consegui me estabelecer.

Com tudo finalmente ajeitado, pude me jogar nas aulas e nas experiências da faculdade. Entrei na empresa júnior do curso, onde tive o primeiro contato com minha profissão, conheci meu veteranos, fiz amizades incríveis, que inclusive me apresentaram o Méliuz – e me deixaram louca de vontade de trabalhar aqui.

E hoje, para estar aqui no Méliuz, foi preciso me jogar em outra aventura. Me candidatei a uma área que eu nunca tinha trabalhado antes, tive que aprender programação e tudo! Se eu achava que mudar de cidade foi difícil, é porque eu ainda não sabia o que era html e query. Mas, do mesmo jeito que foi importante ter me jogado em uma cidade diferente, tem sido fundamental estar aqui no Méliuz. Como em toda minha história, aqui também encontrei pessoas (bem) dispostas a me ajudar e tive a oportunidade de ampliar meu horizonte e ir além da minha zona de conforto. É muito bom poder me jogar, principalmente porque sei que, no Méliuz, a rede de segurança estará sempre ali. 😉

Beijos

Gabriela Campos

Time de CRM

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